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 Aos 80 anos ela não se importa muito em olhar pra si mesma.
Simplesmente põe um chapéu violeta e vai se divertir com a vida...

... Talvez devêssemos colocar o chapéu violeta mais cedo...

A quem eu amo eu tiro o chapéu
e se tiro o chapéu para quem eu amo...
Entrego meu coração

Lia Lopes

Na aba do meu chapéu.
Você não pode ficar,
Meu chapeu tem abas curtas,
Você vai cair pode se machucar...

Matinho da Vila

 

 

 

 

 



Escrito por Marisol às 15h18
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Escrito por Marisol às 02h11
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Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza.
Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo
que elas trazem consigo.   Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes
o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias,
transformá-las em deusas.
Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma.
O belo amor natural por todas as coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda,
tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante.

Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne que dança num lago tranqüilo e a ousadia
 de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada,
não lhes tiro a liberdade, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que estejam sonhando,
e pulo de cabeça no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções e as loucuras.
 Como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, entro no coração de cada uma delas, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos
e cada vez me espanto mais com tanta fantasia. Os cinco sentidos, por não serem precisos,
ainda não bastam, e preciso mais do que isso para compreendê-las.

Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe.
Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa.
E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade — incondicionalmente.
 Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias.
Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas.
As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas,
as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto.
Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas,
e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo e, principalmente,
a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico, poético e sublime.

Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco,
olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente — uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência.
Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse
mais nada, nem ninguém.

Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias
 românticas, as veria dormir. Ouvindo Beethoven, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada,
antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse,
e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas — e sorrindo iria embora.

Enfim, se por acaso fosse Deus, eu com certeza não mais ficaria cuidando do universo e dessas outras
coisinhas banais. Não ficaria controlando o destino das pessoas, o tempo, os compromissos, a pressa,
o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, os genes, a Internet, a gravidade, a geografia...
Não!

Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem.
E como nunca foram amadas.
Só isso, definitivamente.
Nada mais, nada mais!

  

 

Eu era doce, dengosa, polida
Fiel como um cão
Capaz de te dar minha vida
Me entreguei de corpo e alma na paixão
Mas você pisou na bola
Detonou a nossa vida,
comigo não rola mais...

Chega cansei de enganar meu coração
Amor pra mim, só vale assim
Sem precisar pedir perdão
Eu não sou boba
Posso não ser  gata
Mas  escondo uma loba
E se nunca percebeu
Tem que saber
Vou deixar você me trair
Não tô mais nem aí

Fique a vontade, para o que quiser
Porque eu vou arranjar um novo amor
só pra me distrair, só pra me ver mulher
Você me maltrata, mas não me destrói
E chumbo trocado não dói
Você brinca com a minha emoção
Sou mulher capaz de tudo pra te ver feliz
Mas vou lutar pra também ser



Escrito por Marisol às 22h00
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Escrito por Marisol às 02h51
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Escrito por Marisol às 17h10
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 ...faz de mim
Um instrumento de teu prazer
Sim, e de tua glória
Pois se é noite de completa escuridão
Provo do favo de teu mel
Cavo a direta claridade do céu
E agarro o sol com a mão

 ...eu tinha uma colméia aqui dentro do meu coração.
E as abelhas douradas faziam favos brancos
e um doce mel dos meus antigos fracassos

Daqui a vinte anos farei teu poema
e te cantarei com tal suspiro
que as flores pasmarão, e as abelhas,
confundidas, esvairão seu mel

Mário de Andrade desce aos infernos
(fragmento)
(A Rosa do povo)

Quando as abelhas fazem enxame

 é sinal de fim de inverno

 

 

 



Escrito por Marisol às 00h23
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ao lado da cama
sapatos em cadarços
amarram histórias,
e não sei se calço
ou descalço de vez
esses tantos vultos

(anônimo)

 

Sapatos

Num canto,
guardam os passos

e aguardam todos os caminhos.

                                                     Rita de Cássia Alves

 

SAPATOS NOVOS

Agora está tudo resolvido
Comprei ainda ontem um novo par de sapatos
São pretos, algo clássico
Posso usar em meu trabalho
Depois que nos casarmos
Só faltava isto
Posso procurar portanto, seu pai
E me declarar seu pretendente
Ganho pouco, é verdade
Mas sou direito
E trabalho no serviço público
Não tenho vícios
Gosto de tema bíblico
E não dou trela para desocupado
Sou homem de poucos amigos
Como todos os dias meu ensopado
Sempre na hora marcada
E não bebo tão pouco
Minha lida é da casa para o trabalho
Do serviço para casa
Vou viver para minha família
Por toda a minha vida
Lavorar como um leão
Sei que você é moça prendada
E vai dar conta do recado
Quero que no fim da vida
Cansado e de pijama listrado
Ficar lendo jornal
Deitado em meu velho estrado

                                         Xande Rêgo

 

 

SONETO DE DESMANTELO AZUL

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori, as minhas mãos e as tuas.

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul  também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.

                                                         Carlos Pena Filho

 

Sapato Velho
(Mu/Cláudio Nucci)
Roupa Nova

Você lembra, lembra, naquele tempo
Eu tinha estrelas nos olhos, um jeito de herói
Era mais forte e veloz que qualquer mocinho de cowboy

Você lembra, lembra,
eu costumava andar bem mais de mil léguas
Pra poder buscar flores-de-maio azuis
E os seus cabelos enfeitar

Água da fonte cansei de beber pra não envelhecer
Como quisesse roubar da manhã um lindo pôr de sol
Hoje não colho mais as flores-de-maio
nem sou mais veloz como os heróis

É... talvez eu seja simplesmente
Como um sapato velho
Mas ainda sirvo se você quiser
Basta você me calçar
Que eu aqueço o frio dos seus pés

Água da fonte cansei de beber pra não envelhecer
Como quisesse roubar da manhã um lindo pôr de sol
Hoje não colho mais as flores-de-maio
nem sou mais veloz como os heróis

 

 

 



Escrito por Marisol às 00h04
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O Amor da mãe pode ser traduzido
em uma palavra:
DOAÇÃO.
Falar desse sentimento é entender que ele
é a mais completa forma de amor.
Um amor que se doa,
coloca em primeiro plano o bem-estar,
a segurança de um outro ser.
Impossível falar de mãe
sem falar da pureza de um amor,
que diante de todo o sofrimento disse Sim: Maria.
Uma mãe que,
como tantas mães em nosso país,
olha com lágrimas nos olhos o presente
e o futuro árduo do filho.
Talvez seja por isso que a mãe Maria
se expressa em cada olhar de mãe,
em cada gesto de doação da mulher.
No rosto de uma mulher que assume
a maternidade inteiramente,
mesmo diante de tudo o que há de vir,
há a presença iluminada de um lado vivo,
mas esquecido por todos,
homens e mulheres:
O AMOR!!!!

 



Escrito por Marisol às 23h40
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Olá,

Seu site foi avaliado por nossa equipe, parabéns pelo ótimo conteúdo e design,
seu site é um dos melhores da internet, é nota 10.
Nós daremos um destaque p/ ele na página principal do cranik por 1 ou 2 dias
e a descrição ficará permanente na página
http://www.cranik.com/sitesdasemana.html 
 
Abraços,
equipe cranik -
http://www.cranik.com 

Uauuuuu!!!

BEM NA FITA, OUTRO IMAIL RECEBIDO....

Prezada marisol mara lopes

Endereço: htpp://artsegifs_marisol_assinaturasanimadas.zip.net

Foi APROVADO E SELECIONADO, como site 5 Estrelas.
Onde você pode informar com orgulho que faz parte dos melhores sites da Internet brasileira.
Pegue o código no seguinte link
http://www.netmgm.com/site5estrelas/etiqueta.html

Damos os parabéns e seja bem-vindo ao mundo das estrelas.
Qualquer dúvida entre em contato.

Cordialmente,
Equipe Site 5 Estrelas
www.site5estrelas.com 

        

      

     

“A história do Primeiro de Maio mostra, portanto, que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade.”

                                                                                                                                      Perseu Abramo

 

 O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
    Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
    Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.

 



Escrito por Marisol às 00h48
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Roberto Carlos

Amo você assim
E não sei porque tanto sacrifício
Ginástica, dieta
Não sei pra que tanto exercício
Olha eu não me incomodo
Um quilinho a mais não é anti-estético
Pode até me beijar
Pode me lamber que eu sou dietético
Não acho que é preciso
Comer de tudo que tem na mesa
Mas passar fome não
Contribui em nada para a beleza
Já no passado, os mestres
Da arte diante da formosura
Não dispensavam o charme
De uma gordinha em sua pintura
Gosto de me encostar
Nesse seu decote quando te abraço
De ter onde pegar
Nessa maciez enquanto te amasso
Eu não sou massagista
E não entendo nada de estética
Mas a nossa ginástica
É mais gostosa e menos atlética
Coisa bonita
Coisa gostosa
Quem foi que disse
que tem que ser magra pra ser formosa
Coisa bonita
Coisa gostosa
Você é linda
É do jeito que eu gosto, é maravilhosa

 

 

 



Escrito por Marisol às 00h32
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Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora
que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num
descobrimento dos teus territórios de carne e sonho,
dos teus desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós algum sentimento

 

 

 

 



Escrito por Marisol às 21h02
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Escrito por Marisol às 01h09
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                                                 autor:  J. E P. Garfunkel 


 
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena



Escrito por Marisol às 21h54
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O 20 de novembro marca o dia da morte de Zumbi,

ocorrida em 1695. A data, a partir de 1995, passou

a marcar, também, o “Dia Nacional da Consciência Negra”,

como forma de homenagear um brasileiro que optou por

viver e morrer lutando pela Liberdade e da Democracia .
“Zumbi de Palmares”(Francisco)”. 

   

     

 

 

         

 

  

         

       

 

         



Escrito por Marisol às 23h44
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Angustiada
Perdida
Doida da minha vida
Mas de salto alto.
Baton nos lábios
Altiva
Fingida
A dor dilacera
Quase abre o peito
Desse coração sem jeito
Mas
De salto alto.
Cabelo feito
Meu rosto ao vento
Como a querer dissipar
Afastar a tristeza
Deste destino
Que faz a vida seguir
As lágrimas brotando
Minha alma minando
Minha força...
Em outros tempos
Tão segura
Meio anjo
Quase pura...
Hoje com a confiança
Desafinada
Mas, jamais desalinhada
E de salto alto.
Nada de entregar pontos
Nada de chutar o balde
Nem jogar a toalha
Fiz de tudo
Procurei
Falei
Chorei
Implorei
E aqui fiquei
Sozinha de mim mesma
Mas...
De salto alto.
Baton nos lábios
Cabelo feito
É melhor continuar
Não tem jeito... 

 ( desconheço o autor do texto acima )

 

 

 

 

É melhor tentar e falhar,
Que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar ainda em vão,
que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar,
que em dias tristes em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco,
que em conformidade, viver.
 
                         (Martin Luther King)
 
 
 
 

 
 
 


Escrito por Marisol às 01h04
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